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“A glória maior não é ficar de pé mas levantar-se a cada vez que cai.” |
Início
Mulheres no Rotary
| Mulheres no Rotary |
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Até 1989, tanto o Regimento Interno como os Estatutos do Rotary International previam que apenas homens poderiam ser sócios de um Rotary Club. Em 1978, o Rotary Club de Duarte, na Califórnia, EUA, convidou três mulheres a se associarem à organização. O Conselho Diretor do RI cancelou, então, o Diploma de Admissão do clube por violação à letra do Regimento Interno do RI. O clube acionou o RI, com base na violação pelo RI das leis civis estaduais que proíbem qualquer forma de discriminação em estabelecimentos comerciais ou acomodações públicas. O Tribunal de Apelações e a Suprema Corte do Estado da Califórnia ratificaram a decisão tomada pelo tribunal inferior apoiando a posição do clube de Duarte de que o Rotary não tinha o direito de cancelar a associação de um clube pelo fato do mesmo ter admitido mulheres no seu quadro social. A Suprema Corte dos Estados Unidos ratificou a decisão adotada pela corte californiana no sentido de que Rotary Clubs possuem um "objetivo comercial" e são, de certa maneira, organizações abertas ao público. Esta decisão de 1987 permitiu que mulheres passassem a ser admitidas como sócias em toda e qualquer jurisdição que tivesse leis de "acomodações públicas" semelhantes. A alteração do Regimento Interno foi efetuada pelo Conselho de Legislação de 1989, que votou pela eliminação da posição até então adotada de que todo o Rotary deve ser uma organização "exclusivamente masculina". Em 1914, Ann Brunnier e Ann Gundaker, esposas de Bru Brunnier e Guy Gundaker, respectivamente, participaram da Convenção Internacional em Houston, no Texas, causando enorme surpresa para os presentes, ao mesmo tempo em que despertavam o carinho dos rotarianos ali reunidos, os quais criaram o termo “Rotary Ann”, para designar afetuosamente aquela participação feminina. Acompanhando o movimento reivindicatório mundial, na busca merecida de conquistar seus próprios espaços, as mulheres também vêm adquirindo notoriedade oficial no Rotary, principalmente a partir da criação da “Sociedade de Damas Rotárias”, iniciada nos EUA. No Brasil, a primeira Associação de Senhoras de Rotarianos foi criada em 1938, pelo RC de Bauru. Em 1948, foi fundada por Nair Valente, Susie Fernandes e outras senhoras a Casa da Amizade da Família dos Rotarianos, do Rio de Janeiro. Essas entidades foram consideradas de utilidade pública pela Lei 5.575, de 17 de dezembro de 1969. Embora as Casas da Amizade sejam constituídas pelas esposas dos rotarianos, sua atuação na comunidade, na maioria dos casos, ocorre de forma isolada aos projetos desenvolvidos pelos Rotary Clubs, até porque, legalmente, não existe qualquer vinculação com a estrutura do Rotary. No entanto, o que se identifica de mais importante e consistente para a evolução do Rotary, nesta atual onda, é a participação efetiva e conjunta das esposas dos rotarianos na concepção, execução e discussão de resultados dos projetos e das atividades dos seus respectivos Clubs, como se elas fossem sócias ativas. |




