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Diplomas para novos sócios e padrinhos

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Diploma para novos sócios
Diploma para padrinhos

 
Você sabia ?

Tudo o que acontece na vida pode ser sorte ou azar. Depende do que vem depois


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Interessante - Breve história de 1947 E-mail

Valparaiso, Chile, em 1936

Não agi de imediato, ao impulso da idéia. Passaram-se meses. Anos,
até. Nos grandes acontecimentos da vida é recomendável, ao homem de
fé, que fique só, por algum tempo. Pensei maduramente no assunto e,
em fevereiro de 1905, convidei três jovens homens de negócios e
explanei-lhes a minha idéia de cooperação mútua e amizade informal,
tal como conhecíamos nas nossas aldeias de origem. Eles aceitaram-na.

Silvester Schiele, meu amigo mais íntimo em Chicago, um daqueles
três e o nosso primeiro presidente, foi, deles, o que permaneceu na
instituição. Gustavus Loher e Hiram Shorey, os outros dois,
abandonaram- na logo após.

No entanto, muitos outros aderiram, de princípio, e aumentaram o
quadro de sócios, com entusiasmo e determinação, o que ajudou muito
o desenvolvimento do projeto.

Entre eles cite-se Harry Rugles e Charley Newton.
Crescemos em número, em amizade, em espírito de mútuo apoio e
dedicação à comunidade.

O banqueiro e o padeiro, o sacerdote e o funileiro, o advogado e o
tintureiro conscientizaram- se dos problemas, das ambições, dos
recursos e frustrações uns dos outros.

Compreendemos que todos tínhamos, em comum, muitas aspirações e
condições. Descobrimos o prazer de podermo-nos apoiar uns nos
outros. A mim pareceu-me que voltara o tempo que vivi em Nova
Inglaterra.

A terceira reunião do grupo apresentei sugestões de resoluções a
tomar. Entre elas a denominação da entidade e o nome, que foi
aprovado, Rotary, em virtude de estarmos nos reunindo, em rodízio,
nos lugares de trabalho de cada membro. Mais tarde passamos a nos
reunir, ainda rotativamente, em vários hotéis e restaurantes. Assim
nos mantivemos "rotarianos" .

Nos primeiros dois anos de existência do Rotary Club de Chicago não
tomei parte da sua administração mas indicava os diretores, e a
minha orientação administrativa era sempre acatada. Posso ser
acusado de haver exercido o poder ditatorialmente. Mas isso foi pela
devoção com que eu via a idéia desenvolver- se em realidade.
No terceiro ano fui eleito presidente e a minha plataforma constou
de, primeiro, expandir o quadro social do clube de Chicago; segundo,
estender o movimento a outras cidades; terceiro, intensificar a ação
do clube em favor da comunidade, como um dos seus propósitos.

Foi a gênese do movimento. O Rotary, partindo daquele humílimo
movimento, cresceu e, hoje, conta com mais de 1/4 de milhão de
homens de negócios e profissionais.

Rotary já existe em mais de 70 países. Pode-se dizer que o sol nunca
se esconde do Rotary.

O bem que o Rotary me trouxe não pode ser descrito. Ter amigos
disseminados pelo mundo é uma benção inefável. E mais ainda, ter
consciência de que esses meus amigos são todos amigos entre si, que
grandiosa doação divina!

A saudação cordial que ilumina a minha alma e me leva, pelas asas da
saudade à minha meninice: "Bom dia, Paul"!

E essa, eu a recebo, qual uma música maravilhosa, de todos os meus
companheiros, por onde quer que eu vá.

Para o pequeno grupo, oriundo de pequenas comunidades, o Rotary foi
um como que oásis no deserto do sentimento, que era, Chicago. Suas
reuniões eram diferentes das de outros clubes, naqueles dias.

Eram mais íntimas, mas calorosas, muito mais amigáveis. Deixávamos,
à porta de entrada, as nossas preocupações e idiosincrasias e,
durante a reunião, voltávamos a ser as criaturas que fôramos em
nossas origens.

Eu esperava a hora da reunião com enorme impaciência!
O conceito original de Rotary expandiu-se. Seus ideais se definiram;
seu objetivo se fixou mas o companheirismo do início permaneceu como
elemento de sustentação da sua estrutura.

Lembra-me Henry Bradoon:
"Rotary faz com que o homem se aperfeiçoe, preservando dentro de si,
o menino.
Repousando nas dobras da personalidade de cada homem, há o menino
que ele foi. A criaturinha imaculada, sem malícia, despreocupada,
tolerante, ativa, plena de entusiasmo e ávida por amizade e
relacionamento caloroso.

Infeliz do homem que sinta morrer o menino que vive no seu coração!

Enquanto o homem mantiver o espírito alevantado, terá seu coração
aberto às realizações de otimismo e não será um velho.

O Rotary estimula a influenciá-lo a conservar vivo o menino que
existe nele".

Muitos dos primeiros rotarianos cresceram no meio rural e a maioria
deles é oriunda de pequenas cidades. Embora ainda não totalmente
realizados, estarão em caminho de tornarem-se vencedores em futuro à
vista. Alguns tiveram o privilégio de tornarem-se profissionais
liberais, os demais - a maior parte - não.

Eles se solidarizavam entre si. Ajudavam-se a progredir,
materialmente e de outras formas. Alguns progrediam mais que os
outros mas todos cultivavam as benesses da amizade.

A medida que crescia o quadro social do Clube de Chicago, íamos
completando o corte transversal das profissões ali exercidas e os
sócios selecionados sentiam-se honrados com a representação que se
lhes dava. Com isso estimulavam- se na assunção das responsabilidades
que ela lhes atribuía.

É propósito do Rotary não levar em conta a religião, a posição
social, o pensamento político ou a raça dos seus associados. É isto,
sim, seu propósito, aglutinar homens de negócio e profissionais a
fim de que possam corresponder- se, aumentar entre eles a boa vontade
e tolerância e favorecer o estabelecimento de laços de amizade e
disposição para a solidariedade.

Em janeiro de 1908, dois novos sócios vieram-se somar aos cem já
existentes; Arthur Frederick Sheldon e Chesley R. Perry, ambos
predestinados a exercer preponderante influência na instituição.

Estes homens já se conheciam, pois, alguns anos antes, Sheldon,
gerente de uma livraria, entrou na biblioteca pública onde Chesley
trabalhava e vendeu-lhe uma coleção de história. Logo após Sheldon
fundou uma escola de instrução de vendas, baseado na idéia que, em
cada transação, o desejável é que ambas as partes fiquem
satisfeitas. Sheldon era elemento valioso para o nosso clube, já que
era um professor de vendas. Encontram-se alunos de Sheldon em
qualquer região do mundo de língua inglesa. Quem escreve este livro
teve oportunidade de encontrar muitos desses alunos entre os
rotarianos, no mundo rotário,

Sheldon foi o indicado pela comissão de Edimburgo, em 1921, como o
mais capacitado para interpretar, para os rotarianos ingleses, o
ideal de serviço, como era concebido pelos americanos. Aceitou a
indicação. E a opinião unânime, dos que o ouviram, foi a de que
assistiram a um inspirado.

É aceitável que o Rotary pudesse ter nascido sob céus mais
iluminados, em clima mais ameno e numa cidade mais tranqüila e
equilibrada. No entretanto, a maioria dos que o indagam afirma, que
a fervilhante Chicago, onde, 50 anos antes se lutava tão
ardentemente pela honestidade, foi o local ideal para o surgimento
da instituição. Chicago estava emergindo da turbulência anárquica,
pelas forças da honradez. Ao final do século XIX e na la. década do
século XX, instalou-se a extraordinária "Exposição de Colúmbia",
criou-se uma grande universidade, uma biblioteca pública notável,
fundou-se a Associação Comercial, erigiram-se museus magníficos,
nasceram uma orquestra sinfônica e várias associações de
aperfeiçoamento cívico; a famosa "Hull House de Jane Adams", outras
instituições e Rotary.

Não poderia haver época mais oportuna para o surgimento de um
movimento como o Rotary, do que o início do século XX, nem local
mais apropriado, para fazê-lo crescer, do que a criativa, exuberante
e paradoxal Chicago.

O clima de insegurança reinante em Chicago, naquela época,
prevalecia em outras regiões do país. De maneira generalizada, os
negócios iam mal: a ética comercial agredida, em desfavor dos
consumidores, dos empregados e competidores. O espírito de
comunidade estava praticamente esquecido. Era necessário mudar para
melhor. Mais, até, que necessário: tinha que mudar!

Rotary nasceu na incomparável metrópole do médio oeste, onde se
debatiam, vertiginosamente, princípios religiosos extremados,
paixões políticas em verdadeiro fanatismo, discriminações raciais
intransigentes e encarniçada luta econômica, que, somando-se,
emergiam numa aparente homogeneidade. Ainda hoje (1946/47), o
caldeirão fervilha furiosamente e cidadãos devotados lutam para
introduzir, na confusão dos elementos, princípios de fé e
patriotismo para que o produto se torne mais digerível.

Em 1905 na cidade à beira do lago, Rotary foi um quadro no drama em
cena. Os atores daquele quadro foram homens comuns; profissionais e
negociantes. Apesar das suas deficiências prováveis, em comparação
com os seus colegas, pode-se, dizer, como consenso geral que eram os
de melhor qualidade.

Paul Percy Harris

fonte: http://www.rotaryfirst100.org/

 

 
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